terça-feira, 16 de junho de 2015

Demoramos tão pouco tempo para sermos amarrados pelas regras da sociedade, mas eu sinto que vou demorar uma vida inteira para conseguir me desamarrar.
A aceitação própria é tão, mas tão difícil!
Ler, viver, aprender, aprender e se conscientizar de cada milímetro do seu ser para não ser engolido (mais ainda) pela areia movediça na qual estamos.
está nu
coberto só pela carapuça

quinta-feira, 26 de março de 2015

what is this plenitude that strikes me sometimes?
is it the caffeine blinding my brain and making me feel a little high?
is it some funky chemical that suddenly takes over my synapses?
is it the diet change?
is it an inherent defense mechanism against my own worries? 
          - well, if it is: thank you, brain. You're smarter than I thought.

I just feel so productive.
But I don't want to study. I want to do something else. Something creative.
I also feel like giving love today.
Like sending random compliments.
I might do that.

Enough caffeine for today. Crazy eyes detected.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

À mosca que me rodeou no solitário sábado, no solitário bar:
Posso parecer podre em minhas frequentes atitudes hipócritas, mas juro que estou tentando o meu melhor. Deixe-me tomar minha cerveja em paz.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Pessoas se derretendo por corujas, lóris e porcos-espinho. Acho sinceramente preocupante.
Preocupante não o fato de que elas gostem dos animais - isso é natural; eles são, de fato, criaturas adoráveis.
A problemática é gostar deles de um jeito possessivo. Os comentários mais recorrentes são do tipo  "quero um desses para mim".
Como se fosse um objeto. Como se você pudesse comprá-lo numa loja e jogar fora quando não estivesse mais se divertindo.
Mas que ironia: você pode fazê-lo, sim!
Não é ético, mas é incrivelmente aceitável em todas as instâncias da sociedade.
E não me preocupo só com esses animais, mas com todos os outros - cães, gatos, pássaros, tartarugas, iguanas e aranhas -, vendidos como brinquedos, muitas vezes resultado de alguma chantagem emocional infantil.
Como pode ser aceitável você se sentir dono de outra vida? Você nunca vai ser dono do "seu" cachorro. O fato de que você (absurdamente!) trocou uma certa quantidade de papel por aquela bolinha de pelos, não te dá direitos sobre a vida dela.
Mas as relações de possessividade já estão tão bem estabelecidas, agarradas nos nossos costumes, que parece simplesmente natural que você possa decidir o destino de outra vida (seja ela de um animal humano ou não humano).
"Minha mulher", "meu cachorro", "meu filho", "meu terreno"... A própria forma arranjada para referência às coisas e seres é possessiva.
Mas a possessividade é uma tremenda ilusão.
E pior do que se iludir com o pensamento de ser dono, é se iludir com a sensação de pertencer a alguém.

domingo, 31 de agosto de 2014

e se
naquela quarta-feira, provavelmente uma das mais depressivas da época depressiva
você não tivesse levantado da sua mesa
pra ver se a garota solitária estava bem?

quais são as chances?

nossos sentimentos vivem num mundo paralelo
numa dimensão onde o tempo e o espaço não atuam
onde as leis da física e da sociedade não importam

te amo
mas não de um jeito possessivo
de um jeito carinhoso
como o carinho daqueles dias em que nosso amor é puro, 
intelectual e pessoal
sem carne 

às vezes até me apaixono, de um jeito carnal
quero te beijar e te ter em corpo
mas te amo independentemente disso
não tem grilo
a alma basta

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Se Lamarck ainda existisse, com certeza já teria uma teoria sobre como os polegares das próximas gerações viriam cada vez mais encurvados e ágeis, adaptados à digitação em teclados de celular.

domingo, 10 de agosto de 2014

Dia dos pais não existe! Dia das mães também não, nem das crianças.
Entendam a ilusão de uma data criada para comprar, endividar-se, esbaldar-se nos templos do consumo que a maioria chama de "shopping centers".

sábado, 5 de julho de 2014

Na verdade, o Z do Zorro era de Zoeira, não de Zorro.
Zorro < > Zorra
Homo erectus > Homo sapiens > Homo hereticus

domingo, 29 de junho de 2014

Há uma forma de conhecer alguém
 sem que as crenças religiosas, 
políticas ou de qualquer natureza similar 
influenciem na profundidade 
da empatia 
ou do conhecimento 
das opiniões próprias dos indivíduos
com os quais nos relacionamos?

domingo, 22 de junho de 2014

isn't it weird
the fact that drugs
- and I'm not talking heavy stuff here -
they just make you see stuff
it's like a paradigm shift
you give less fucks about everything
it all becomes more practical
and it seems like it'll all be ok
it's some kind of mind opening thing...

And then I started to ask myself
- and this is kind of conspiracy theory way of thinking -
but if you really think about it:
are drugs either a taboo or illegal
because they open your mind and "they" don't want you to think like that?

(by "they" I don't really know what I mean, but it goes around the "Big Brother" kind of stuff)

I've never had mushrooms, for example, but I know some people, and I've read stuff
that it's the kind of feeling that just makes you think differently and feel connected with everything around you.
And isn't that what we need, afterall? Being connected?

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Frequentemente comento sobre homogeneização do pensamento, que isso facilita a manipulação, que uma massa uniforme é mais facilmente controlada.
Não é à toa. Basta pensar em uma população de indivíduos com baixa variabilidade genética: qualquer doença relacionada a este genoma recorrente, que afete aquela população, irá facilmente dizimá-la.
A manutenção da variabilidade é fundamental à sobrevivência da espécie. 

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

sinto saudade de completar, com meus excessos, suas faltas

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A barriga de Paulo Ricardo era tão redonda e esticada que não me parecia que lá caberiam mais azeitonas.
Paulo Ricardo era um trabalhador de escritório, só mais um. Mais um que todos os dias falava de futebol e se reprimia para cagar no banheiro da repartição.
O que ninguém sabia era que Paulo Ricardo tinha um plano.
Sua síndrome da mesquinharia ultrapassaria os limites do absurdo.
Paulo Ricardo chupava caroços de azeitona.
"Ainda tem carninha nesse caroço", dizia para seus parentes nos encontros da família. E chupava e rechupava e rerechupava todos os caroços do "cemitério" da mesa de centro.
Mas de tanto chupar e rechupar e rerechupar os caroços de azeitona, Paulo Ricardo economizou milhões de reais em azeitonas.
Paulo Ricardo ficou milionário por chupar caroços de azeitona.
 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

le bund blanc

carimbei seu vade mecum

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

tem dias que a sua energia de binding é simplesmente maior que a cinética
e aí você não sai da cama

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

alô, mas vê se aparece!
e sumiu

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Equilíbrio Estacionário

Certo dia escrevi sobre como a estabilidade é chata, e como insistimos na instabilidade, 
por mais desconfortável que seja.
Hoje, a bioquímica confirmou o que eu já tinha concluído, empiricamente, há uns tempos.
A verdade é que os organismos trabalham para manter o desequilíbrio. 
Só o desequilíbrio permite que haja metabolismo, trocas, vida.
Se entramos em equilíbrio com o meio, morremos.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ao fim do dia
ser só um pedaço de carne
num pedaço de pano
sem amor
cheio de sangue
sangue da angústia
angústia da falta
da falta de amor
do cansaço da dor

só querer acordar novamente
com a certeza da alegria
ainda sabendo da tristeza

não tão cedo